Maternidade: sobre mulheres que não querem ser mães

sobre mulheres que nao querer ser maes

A cultura do nosso país é algo que enraíza em nós ainda no ventre dos pais. Somos criados dentro de um padrão de comportamento socialmente imposto que, infelizmente, não é satisfatório para todas as pessoas.

Recentemente temos visto o tema “maternidade” ser abordado e questionado diariamente. Afinal, existe ou não instinto materno? Todas as mulheres têm o interesse de serem mães? Quais são as implicações sociais para a decisão das mulheres no dia a dia?

Tudo isso passou a ser questionado e debatido cada vez mais – e chegou a hora de conversarmos um pouco sobre isso!

Você já parou para pensar no seu futuro? O que você espera para daqui dez ou quinze anos?

 

Mulheres que não querem ser mães

A independência feminina é um marco. Quanto mais avançamos na busca pelos nossos direitos, mais encontramos padrões socialmente impostos que sequer seriam questionados anos atrás.

A maternidade é um desses pontos discutidos.

Houve um tempo em que o destino das mulheres era claro: nascer, casar, ter filhos e cuidar do lar. Hoje, com a independência financeira/pessoal e a busca cada vez maior de seguir seus sonhos, é comum encontrarmos mulheres que se livraram dessa necessidade de constituir família: elas querem focar em outros aspectos da vida, e está tudo bem!

1. O foco na carreira

Cresce o número de mulheres em posições de gerência e diretoria dentro de grandes empresas. Algumas, apaixonadas pela profissão e que enxergam grande potencial no que fazem optam por focar na carreira e fazer história.

2. O foco no autoconhecimento

Outro grupo de mulheres simplesmente focaram no autoconhecimento. São pessoas que querem aproveitar a vida ao máximo, conhecer novos lugares, descobrir novas experiências e viverem intensamente, sem se preocuparem com a criação de uma outra pessoa.

3. O abandono do padrão

E, claro, existem mulheres que simplesmente não querem ter filhos. Ou por não sentirem vontade de ser mães, ou simplesmente por escolha.

 

O que as mulheres enfrentam – e como a maternidade é cultural

A maternidade é um padrão culturalmente imposto. Esse fato é tão marcante que podemos confirmá-lo através de análises simples: para as mulheres adultas que optam por ligar as trompas, existe uma série de burocracias.

Dentre as dificuldades para o ligamento, são questionados alguns pontos: idade mínima para realizar o procedimento, o parecer do parceiro, a existência ou não de um filho antes do ligamento, etc.

Um outro ponto que merece atenção é a reprovação e rejeição sofrida por mulheres que optam por não viver a maternidade. Além do próprio julgamento dentro da família (que infelizmente ainda é comum e recorrente), algumas acabam tendo dificuldades de encontrar parceiros que compactuam com o mesmo interesse. Esse é um momento muito delicado para aquelas que optaram por viverem um relacionamento, mas não abraçarem a maternidade.

Todas essas dificuldades são exemplos claros da falta de controle sobre o próprio corpo enfrentada pelas mulheres – e é por isso que precisamos ter o máximo de empatia junto às nossas companheiras!

 

O nosso papel enquanto sociedade

Claro que para algumas pessoas ainda soa estranho a ideia de que algumas mulheres simplesmente não querem ser mães.

No entanto, por mais que estranhemos algumas decisões das pessoas à nossa volta, é importante que saibamos respeitar e apoiar aquilo que para a outra pessoa faz sentido.

Ao conhecer uma mulher cujo maior sonho de vida não é constituir uma família com filhos, não pressione! O caminho mais saudável – e amoroso – é aceitar a individualidade da mulher e das suas escolhas.

Está tudo bem planejar a sua vida para ter filhos, e também está tudo bem querer aproveitar a vida para focar em outros objetivos.

Quebrar os parâmetros culturais nos quais vivemos há mais de dois mil anos não é tarefa fácil. De fato, é comum olharmos com estranhamento àquelas situações que questionam as crenças às quais fomos expostas a vida toda – mas não se esqueça: é hora de transformar o mundo, e o amor próprio e o amor pelo próximo são revolucionários!

E você, conhece alguém que não quer ser mãe? Conta pra gente!

 



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