Tudo sobre o seu ciclo menstrual – entenda seu corpo

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Você conhece o seu ciclo menstrual e o seu corpo? Sabe os sinais que o seu organismo te dá antes da menstruação vir?

O assunto infelizmente ainda é um grande tabu mesmo entre mulheres, e por isso precisamos quebrar essa mentalidade e conversar cada vez mais sobre. Afinal, trata-se de um processo natural do nosso corpo – e nós precisamos aprender a lidar com ele!

O ciclo menstrual costuma durar 28 dias, sendo dividido em três fases distintas, de acordo com as alterações hormonais que nosso corpo passa durante o mês. A menstruação se apresenta apenas nos anos férteis da mulher, se iniciando na adolescência e terminando na menopausa.

Como cada corpo é um corpo, é natural que os ciclos variem entre 25 e 35 dias. No entanto, se os ciclos possuírem intervalos mais curtos ou mais longos do que estes, é preciso ficar de olho: podem significar problemas de saúde, como ovários policísticos! Sempre que observar uma anomalia no seu ciclo, consulte um ginecologista!

 

As três fases do ciclo menstrual

Como dito anteriormente, o ciclo menstrual dura em média 28 dias. Ele começa a ser contado no primeiro dia de menstruação e termina quando a menstruação do mês seguinte se inicia.

Se você possui um ciclo menstrual regular, é bacana observar como o seu corpo reage durante o período – e tentar identificar cada uma das suas fases. Quando você observa seu corpo e seus sintomas, você consegue perceber um padrão mensalmente, podendo prever quando a menstruação e a ovulação chegarão, por exemplo.

Para que você entenda o seu corpo e as fases hormonais do seu organismo, é preciso conhecer os três momentos do seu ciclo menstrual: a fase folicular, fase ovulatória e a fase lútea.

Você sabe o que é cada uma e o que acontece com o seu organismo durante esses períodos?

1. Fase folicular

Conhecida como a primeira fase do ciclo menstrual, a fase folicular se inicia no primeiro dia de menstruação e tem duração de 5 a 12 dias, dependendo do organismo.

Durante esse período o nosso organismo aumenta a produção de FSH (hormônio folículo-estimulante), responsável pelo amadurecimento dos óvulos pelo ovário.

Com o amadurecimento dos óvulos, o ovário começa a liberar quantidades mais expressivas de estrogênio, hormônio responsável pelo revestimento do útero e sua preparação para uma possível gravidez.

2. Fase ovulatória

Nessa segunda fase, chamada fase ovulatória, os níveis de estrogênio continuam aumentando devido à maturidade dos óvulos. Com esses altos níveis, o organismo começa a produzir um hormônio chamado luteinizante (ou LH), responsável por escolher qual dos óvulos do seu organismo (o mais maduro) vai sair do ovário. Essa fase representa a ovulação, que acontece por volta do 14° dia do ciclo (na metade do seu ciclo menstrual).

Após  o óvulo mais maduro ser liberado ele  viaja pelas trompas até chegar ao útero.

Naturalmente, o óvulo escolhido sobrevive por aproximadamente 24h fora do ovário e, por isso, se em contato com um espermatozóide, pode ser fecundado.

Também é preciso se lembrar que: os espermatozóides podem durar até cinco dias dentro do organismo da mulher e, por isso, se houver relações até cinco dias antes da ovulação, a gravidez é possível.

3. Fase lútea

Depois da maturação dos óvulos e do período de fecundação do óvulo, chega a fase lútea. Essa fase acontece nos últimos 12 dias do ciclo e, nesse período, o folículo deixado pelo óvulo dentro do ovário produz progesterona em maior quantidade, o que ajuda a preparar o revestimento uterino no caso de uma possível gravidez. Nesse período também ocorre o aumento considerável na produção de estrogênio no corpo feminino. As consequências disso? Muitas mulheres começam a apresentar sensibilidade nos seios, ocorrem mudanças de humor e até inchaço corpóreo.

Nessa fase as chances de gravidez são muito baixas, uma vez que o período fértil já passou.

Quando não acontece a fecundação, o organismo começa a se preparar para eliminar o folículo, já que ele não será “utilizado”. Ele começa a encolher dentro do ovário e, com esse encolhimento, as produções de estrogênio e progesterona começam a diminuir até que todo o revestimento criado no útero seja eliminado. Quando esse processo é finalizado, é dado o início à menstruação, iniciando o próximo ciclo menstrual.

Caso haja a fecundação durante esse processo, o óvulo ficará “grudado” nas paredes do útero enquanto o corpo começa a produzir o hCG, hormônio responsável por manter o folículo produzindo progesterona e estrógeno em níveis elevados, para manter um bom revestimento do útero até a formação da placenta.

 

Entendendo o período fértil

Pouca gente sabe como identificar o período fértil. A verdade que é que o nosso organismo dá alguns sinais de que estamos nessa fase e, por isso, o autoconhecimento é muito importante.

Conhecer o próprio corpo é um ato revolucionário! Nunca se esqueça disso.

Como calcular?

A técnica da tabelinha é muito conhecida e utilizada para calcular o período fértil mês a mês. No entanto, essa técnica só funciona corretamente se o seu ciclo menstrual for regular.

Para calcular é simples:

O período fértil é composto pelo dia da ovulação + três dias antes + três dias depois. Além disso, basta se lembrar de que a ovulação acontece na metade do ciclo.

Então, se você anotar o dia inicial do seu ciclo (dia da menstruação), com um ciclo regular de 28 dias, você saberá a semana em que estará no seu período fértil.

No caso de pessoas com ciclo irregular, o método da tabelinha se torna difícil de ser utilizado, uma vez que não conseguimos prever com exatidão quando será o período fértil.

Quem toma anticoncepcional não possui período fértil, ok?!

 

Anticoncepcional, período fértil e menstruação

Como dito anteriormente, quem toma anticoncepcional não possui período fértil.

Isso acontece porque os anticoncepcionais inibem a ovulação e, sem um óvulo maduro, não existe a possibilidade de fecundação.

No entanto, é preciso ter cuidado: se você toma anticoncepcional via oral, precisa seguir a frequência de tomá-los nos dias e horários corretos. Se você se esquecer de tomar o comprimido principalmente na primeira semana da cartela, é preciso ficar de olho: pode ser que, nesse caso, um óvulo escape e seja liberado pela ausência dos hormônios presentes nos anticoncepcionais.

 

Você provavelmente deve estar se perguntando: mas se eu tomo anticoncepcional e não tenho período fértil, por que menstruo?

A menstruação de quem toma anticoncepcional não está relacionada à ovulação, e sim à privação hormonal durante o intervalo de cartelas.

Essa “falsa menstruação” acontece apenas porque você deixou de tomar o anticoncepcional naquele período entre as duas cartelas (no caso de remédios de 21 e 24 dias), e por isso o seu corpo libera um pouquinho de sangue. A falsa menstruação também é responsável pela diminuição considerável das cólicas menstruais.

No entanto, quem toma anticoncepcional ainda tem os sintomas da famosa TPM. Eles são, nesses casos, mais suaves do que o de mulheres que não fazem uso dos medicamentos.

 

Quais são os sinais de que você está no período fértil?

Como dito anteriormente, nosso corpo dá alguns sinais de que estamos entrando no período fértil.

Para que você passe a identificar essas alterações também no seu corpo, anote os sintomas mais comuns:

  • corrimento transparente semelhante à clara de ovo;
  • aumento da sensibilidade nas mamas
  • leve dor na região do útero, semelhante à cólica leve.

 

Para quem quer engravidar e precisa saber com exatidão quando é o período fértil, existem testes de farmácia que indicam a ovulação: Bioeasy e Confirme.

 

Menstruação irregular: o que pode ser?

Para quem tem ciclos irregulares, é interessante ficar de olho.

Como dito anteriormente, existe uma variação que é comum e saudável. No entanto, ciclos muito longos ou muito curtos podem significar problemas de saúde.

Para quem possui o ciclo irregular, existem alguns motivos comuns:

  • Início da vida fértil: começa na adolescência e pode durar até dois anos após a primeira menstruação. É a fase de adaptação do corpo feminino para essa nova realidade;
  • Período pós-gravidez;
  • Pré-menopausa: acontece devido às alterações hormonais desse período;
  • Distúrbios causados pela alimentação e perda de peso excessiva, como anorexia nervosa;
  • Hipertireoidismo;
  • Ovários policísticos;
  • Excesso de atividade física intensa (mais comum em mulheres atletas);
  • Mudança de anticoncepcional;
  • Stress;
  • Inflamação, tumores ou pólipos no aparelho reprodutor feminino.

É preciso manter consultas de rotina com o ginecologista para garantir a saúde íntima feminina. E, claro, se você observar mudanças no ciclo e no corpo, sempre consulte um médico de confiança.

No caso de ciclos irregulares ou de um atraso de dois meses ou mais, é fundamental buscar um ginecologista para identificar a possível causa do problema.



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